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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Resposta aos comentários da postagem anterior

Eles valem uma nova postagem
porque hoje estou empolgada
porque sou empolgada por natureza
porque vale a pena reiterar o que vcs disseram e reafirmar que sim:
É absolutamente necessário enlouquecer devezemqdo
e Sim, não posso- EU NÃO POSSO - Nunca perder minha criança
da alma; que sou eu
que é a melhor parte de mim;
sem ela não sou
sem ela não há...
Minha prece de todo dia é:
"Meu Deus, permita que eu possa sempre
ver o mundo com a pureza dos olhos de uma criança
Amém"

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vida Adulta

Fui ao banco - 3 diferentes -
e não chorei
não me irritei
não gritei com ninguém no meio da rua
(Xinguei baixinho, só pra mim)
É...
Acho que estou virando adulta...
Que medo...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

HANAMI


Amar é se vestir com a pele do outro.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dúvidas...

Ontem me preparava pra estudar (é todo um preparo até a concentração chegar mesmo...)
Sentada, pra começar, ouço um miado forte vindo da rua. Achei normal, não fui ver.
De novo. Não resisti, fui até a varanda. O miado cessou e vi uma mulher passeando com seu cachorro.
Tive a nítida impressão de que ela tinha posto o cachorro pra pegar o gato, por isso o bichano miava desesperadamente e que esse cão saía com o bichinho pendurado na boca.
Nota: era de noite, rua escura e estava da varanda do terceiro andar.
Além disso tenho uma imaginação fértil.
Fato: desde ontem passo mal, na alma, ao lembrar disso, q não me saí da cabeça.
Nada ficou confirmado e eu fico me torturando no "e se": "E se eu tivesse chegado na varanda no primeiro miado?" "E se eu tivesse corrido atras dela?" E se eu já tivesse conseguido mudar o mundo?"
Ligo pro bom amigo, capaz de me acalmar das loucuras e ele responde, como fala um pai pra filha de 2 anos: "Não, claro q não aconteceu. isso não existe, foi sua imaginação, garanto!"
Acredito, só porque foi ele q disse...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mary and Max


O filme é de uma estética belíssima, poética, é uma delícia de ver. É sublime, delicado.

Quase tão frágil, em alguns momentos, quanto é, em alguns momentos também, o psiquismo dos personagens. (Mas eles não são frágeis o tempo todo).

Fico em dúvida se o filme é pessimista. Acho que não. Acho que é simplesmente como a vida: nem sempre dá certo. OU melhor, nem sempre é como a gente acha que deveria ser.

Os personagens principais se relacionam através de correspondência. Mary é uma menina solitária e Max, um adulto, tipicamente Asperger.

Eles se encontram, de um jeito muito especial, nas suas diferenças.

Só que ela não sabe das limitações relacionais dele e ela vai "avançando" nas correspondências, sem intenção, naturalmente estabelecendo vínculo. Isso provoca em Max enorme crise de ansiedade.

Isso é lindo. É lindo ver o efeito da relação dos dois. É muito interessante ver o eco de um na vida do outro e as transformações geradas a partir disso.

Também achei muito legal a projeção Edípica dela com o pai (só vendo...) e a busca inconsciente de repetir o padrão materno (como é difícil sustentar o diferente do vivido/ aprendido se a gente não se trabalha).

Bem... Esse é meu olhar sobre Max e Mary. Um pequeno recorte, de uma beleza infinita e delicada que é o filme...


Escrito em 17 de maio de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dueto


Eu tentei escapar

e ele, sair pela tangente

Até que ele me chamou atenção

que já éramos "nós"

Mesmo assim, indefinido

O incerto mais constante

Brincadeira mais séria

Quando me dei conta,

"a gente" já existia...